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Preocupada com a saúde, mulher de 39 anos corta a cerveja e perde 29 kg

08/03/2014

Fonte: g1.globo.com - Mariana Palma Do G1, em São Paulo 

Foram necessários apenas 5 anos de maus hábitos para a saúde da compradora Helena Coelho Sant'Anna da Silva começar a dar sintomas.

Até os 34 anos, a fluminense de São Gonçalo tinha uma vida equilibrada, praticava atividade física e fazia acompanhamento médico regularmente.

Porém, depois de se mudar de São Gonçalo para São João da Barra, cidade menor, essa rotina mudou – ela parou de se exercitar, deixou de ir ao médico e começou a abusar na alimentação.

“Estava com 65 kg quando me mudei e cheguei aos 105 kg. Ganhei 40 kg em 5 anos. Fora o peso, adquiri também pressão alta e princípio de diabetes”, lembra. Com a desculpa de morar em uma cidade pequena e “sem condições”, Helena começou a se descuidar e passou a abusar cada vez mais da cerveja. “Às vezes, arrumando a casa, me pegava bebendo. No fim de semana, sentava com os amigos e muitos não aguentavam me acompanhar”, conta.

Além da bebida, a comida também passou a ser um problema na vida da compradora. “Não aguentava mais comer, mas continuava comendo. Mesmo sem vontade, apenas pelo simples fato de comer”, lembra. Um dia, no entanto, ao almoçar feijoada no trabalho, Helena começou a passar mal e a sentir vertigem e vontade de desmaiar – foi aí que ela percebeu que precisava mudar de estilo de vida. “Minha pressão foi lá no alto, então eu pensei que se não tomasse jeito logo, podia morrer”, diz.

Preocupada com sua saúde, a fluminense resolveu procurar um novo endocrinologista em São João da Barra para voltar a fazer um acompanhamento.

“Para levar aquela vida, eu dava a desculpa de que não tinha médico aqui na cidade, mas a verdade é que tinha. Então, depois que encontrei, comecei um tratamento”, conta. Com a orientação do especialista, ela mudou toda sua dieta e passou a ingerir carboidratos apenas integrais, carnes magras, frutas, legumes e a até então temida salada. “Odiava salada, mas aprendi a gostar. Hoje eu não consigo ficar sem”, afirma.

Para conseguir perder o excesso de peso que tanto lhe preocupava, Helena precisou também abandonar sua amiga de longa data, a cerveja. “Não tomo mais. De jeito nenhum. E não sinto falta”, diz. A compradora acredita que o controle psicológico é fundamental na hora de abandonar esses “vícios”. “Coloquei na minha cabeça que a cerveja, o açúcar e a fritura me faziam mal e estavam acabando comigo. Então me reeduquei e levo isso comigo até hoje”, conta satisfeita.

Além da alimentação, ela voltou também a fazer atividade física, mas por recomendações médicas, precisou começar com a caminhada leve na praia. “Eu tinha um nódulo na tireoide, então só fui liberada para começar a correr após uma série de exames e a biópsia”, lembra.

Depois de 3 ou 4 meses, Helena começou a se arriscar na corrida na areia fofa. “Foi difícil recomeçar porque tive que reaprender tudo. No início sentia muita preguiça, mas precisei me reeducar”, conta.

A mudança de vida da compradora completará 1 ano no dia 15 de março e de lá para cá, já se foram 29 kg. “Hoje estou com 76 kg e vou começar a fazer musculação e circuito na areia”, diz. Helena ainda não voltou ao médico para refazer os exames, mas acredita que todos os resultados estarão normais. “Meu próprio organismo me diz como estou. Hoje não tenho mais sintomas, como ânsia de vômito pela manhã, vertigem, cansaço e sono, por exemplo”, comemora.

Atualmente, ela já se permite comer algo, como uma pizza no final de semana, por exemplo, mas sempre em menor quantidade. “Tem que ter vida social. Então se preciso comer uma pizza com os amigos, eu como, mas uma fatia só”, revela. Em relação à bebida, a compradora diz que esporadicamente bebe vinho seco, mas cerveja não mais. “Hoje eu consigo me divertir muito mais do que me divertia antes, quando bebia. Eu curto mais, vejo as coisas e participo dos eventos sem precisar beber”, diz.

Helena comemora ainda o fato de poder escolher a roupa que quer colocar e não precisar mais usar apenas “o que dá”.

“Agora qualquer coisa cabe, antes eu tinha que usar o que dava. A autoestima muda muito. Antes, eu tinha obrigação de me olhar no espelho para sair, mas hoje eu tenho prazer em me olhar”, celebra.

Apesar da felicidade com a estética, a fluminense ressalta que o principal de tudo é sempre a saúde. “Se eu não tivesse aberto os olhos quando os sintomas apareceram, talvez eu nem estivesse aqui hoje”, conclui.

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