segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
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Brasileiros perdem casas nas enchentes e vão para abrigos no Japão

11/07/2018

12h41



Fonte: BBCNEMWS / publicada no site www.msn.com

O sobrado adquirido na planta dez anos atrás era para ser a moradia permanente do casal de brasileiros Kendia e Kazuo Kuramoto no Japão. O projeto foi feito sob encomenda, com teto alto e sem tatame. Só que o terreno à margem do rio Takahashi no distrito Mabi, em Kurashiki (Okayama), acabou se revelando um pesadelo.

Um fim de semana de chuva torrencial transformou a moradia da família em um amontoado de lama, e quase tudo o que havia nela ficou imprestável. "A água chegou até a metade do segundo andar. Está tudo revirado. Se sobrou algo, foram as poucas coisas que estavam na parte de cima da beliche das crianças", diz Kendia.

Ela é uma das 8.400 pessoas que ainda se encontram em abrigos indicados pelas autoridades para receber as vítimas das chuvas. "Quando vim para cá, pensava que seria por um pouco tempo", lembra. "Estava com os três filhos em casa quando vi a água muito perto. Peguei as crianças e corremos para cá. Fomos os terceiros a chegar ao abrigo."

A família precisou deixar para trás sua cachorrinha, Mel, mas o filho caçula de Kendia fez um apelo ao animal. "Thiago falava para a cachorra nadar se algo de ruim acontecesse, como se animal fosse capaz de entender isso." Mas foi o que aconteceu. Quando a água invadiu o sobrado dos Kuramoto, a cadela saiu nadando e foi salva por uma voluntária japonesa que passava por lá de jet ski para recolher animais perdidos.

Sem a casa, os Kuramoto precisaram se dividir. A cadela agora fica com um amigo da família. Hugo Matsuura trata do animal, toma conta do filho caçula dos amigos e recebe todos para o banho. Kendia e outra filha permanecem no abrigo, enquanto o filho mais velho dorme na casa de amigos de faculdade e o marido, que é caminhoneiro, passa os dias no serviço.

No mesmo abrigo onde está Kendia, encontra-se outra família de brasileiros que também tiveram a casa tomada pelas água.

Solidariedade

Por um momento, Hugo chegou a pensar que estaria em uma situação de desabrigado, pois também construiu sua casa bem perto do rio. Por sorte, o sobrado fica do lado da cidade de Soja, a parte não alagada.

Quando a chuva começou a engrossar na noite de sexta-feira, pipocaram alertas no celular para que todos se abrigassem em lugares altos. Hugo levou objetos de maior valor para o segundo andar da casa, colocou a família e as cadelas Miki e Kiki no carro e procurou um lugar elevado. Estacionou perto de um supermercado e lá ficaram até manhã do dia seguinte.

Quando voltou, encontrou a casa intacta. A fábrica onde Hugo trabalha produz peças para carros da marca BMW, e fica em uma parte alta do distrito de Mabi. Ela não sofreu danos materias, mas metade de seus funcionários tem faltado para resolver problemas trazidos pelas chuvas. No caso dos doze brasileiros da fábrica, um tem se ausentado por ter perdido o imóvel. Muitos adquiriram a casa própria com financiamento de 35 anos. Para Kendia Kuramoto, restaram 25 anos de pagamento de um imóvel danificado.

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