sexta-feira, 19 de Outubro de 2018
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Doria e França disputarão eleição para governador de SP no segundo turno

08/10/2018

09h05



Por Paula Paiva Paulo, Gessyca Rocha e Cíntia Acayaba, G1 SP

João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) decidirão em segundo turno, no próximo dia 28, quem será o futuro governador de São Paulo. O resultado ficou matematicamente confirmado às 22h, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 100% das urnas apuradas, às 23h17, o tucano obteve 6.431.427 votos (31,77%) no primeiro turno e o pesebista, 4.358.887 votos (21,53%), segundo o TSE. Paulo Skaf (MDB) recebeu 4.269.743 votos (21,09%) e ficou em terceiro lugar.

Com uma diferença de 89.414 mil votos entre o segundo e terceiro colocados, quando a apuração estava em 98% das urnas ainda não era possível saber quem disputaria o segundo turno com Doria.

Depois de 16 anos, a eleição para o governo de São Paulo foi para o segundo turno, a última vez foi em 2002, entre José Serra (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). Após confirmação de que haverá segundo turno, Doria e França fizeram pronunciamentos.

Doria disse ter orgulho de ter vencido em São Bernardo do Campo e na região metropolitana, considerados redutos petistas. "[Vou] combater o PT, o petismo e as vigarices".

"Serei duríssimo com o adversário Márcio França. Contra a esquerda, contra genéricos do PT, serei o mesmo João Doria que venceu o PT em São Paulo. Pois a esquerda do Márcio França será derrotada pelos mesmos brasileiros que derrotaram Lula e o PSDB", afirmou.

O tucano também deixou claro o seu apoio a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno à Presidência.

Doria começou seu discurso cumprimentando seu padrinho político e candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, por ter sido um guerreiro em uma campanha difícilima. Também cumprimentou os adversários.

Em seu discurso após o resultado, o atual governador, Márcio França, afirmou que "percebeu o movimento que alguma pesquisa fez sobre a queda do Skaf" "Era um fardo difícil de carregar que era a história do MDB, que a gente já sabia disso, ele é meu amigo pessoal, os filhos dele são meus amigos, a família, mas ele, com razão, mas eu disse a ele: 'olha Paulo, eu vou entrar nessa disputa e o fardo de você carregar o MDB vai ser muito difícil, mas ele tentou de todo jeito, foi até o final e a diferença foi muito pequena e demonstra o mérito que ele tem”, disse.

No Twitter, França agradeceu o apoio e a "forte arancada". "Fé em Deus. Quem conhece confia. Muito obrigado pelo grande apoio e forte arrancada. Foi uma virada emocionante e vamos com mais força para Vitória. Aqui tem palavra! São Paulo avança!".

Em terceiro lugar, Skaf agradeceu aos eleitores. "Só tenho que agradecer às milhões de pessoas que votaram em mim, que se mobilizaram voluntariamente em todo o estado. Fizemos uma campanha sem coligaçãoo, com os adversarios com três vezes mais tempo de televisão e rádio", disse o mdebista.

Segundo a apuração do TSE:

Luiz Marinho (PT) obteve 2.563.737 (12,66%)

Major Costa e Silva (DC), 747.448 (3,69%)

Rogerio Chequer, 673.094 (3,32%)

Rodrigo Tavares (PRTB), 649.720 (3,21%)

Professora Lisete (PSOL) obteve 507.228 (2,51%)

Professor Claudio Fernando (PMN) 28.665 (0,14%)

Toninho Ferreira (PSTU), 16.201 (0,08%)

As candidaturas de Marcelo Candido (PDT) e Lilían MIrando (PCO) estão sob júdice e os votos não foram computados.

Froam registrados 1.801.680 votos brancos (6,95%) e 3.542.418 votos nulos (13,67%). A abstenção chegou a 7.110.741 de eleitores (21,53%).

O atual governador, Márcio França, deu uma arrancada final e passou Paulo Skaf só nas urnas. Ao longo de toda eleição, Doria e Skaf se mantiveram praticamente empatados, ambos oscilando na casa dos 20%. Só França cresceu significativamente: de 4%, no primeiro Datafolha, a 16% na última pesquisa do instituto.

A eleição estadual foi pautada pela disputa presidencial, que influenciou significativamente os debates e entrevistas entre os postulantes ao Palácio dos Bandeirantes. Enquanto uns se mostravam contrários ao PT, outros usavam seu tempo de TV para convocar para atos contra Jair Bolsonaro (PSL).

A segurança pública capitaneou os temas mais falados pelos candidatos, que chegaram a prometer mais batalhões da PM ou incentivo à polícia científica sem sequer incluir as propostas nos planos de governo. Como o G1 mostrou, nenhum dos 6 candidatos mais bem colocados nas pesquisas apresentaram propostas para combater a facção PCC, que domina os presídios no estado.

Os candidatos tentaram atrair os votos das mulheres e propuseram aumentar o número de delegacias da mulher, bem como ampliar seus horários de funcionamento.

A campanha também foi marcada por um ataque a tiros sofrido pelo candidato Major Costa e Silva (DC) e pelo indeferimento de duas candidaturas do PCO ao governo do estado.

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