quinta-feira, 29 de Junho de 2017
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Beisebol

Bastos é celeiro de talentos do beisebol     


Todas as tardes, dezenas de crianças e adolescentes com uniforme de beisebol podem ser vistos nas ruas de Bastos rumo ao treinamento, que é realizado no Estádio Tsutomu Maruyama - o maior e um dos mais antigos do Brasil nessa modalidade. Um visitante menos avisado com certeza vai estranhar a cena. Mas para o bastense ela faz parte do cotidiano.

O beisebol é um dos esportes mais tradicionais de Bastos graças aos imigrantes japoneses que, em 1928, fundaram o município. Apesar de ter sua origem nos EUA, esse esporte é um dos mais populares do Japão, e em Bastos foi passado de geração para geração desde a chegada dos pioneiros.

Hoje, aproximadamente 120 atletas representam o município em todas as categorias (te-bol, pré infantil, infantil, pré junior, júnior e veteranos). O beisebol divide com o judô o status de ser o esporte que deu a Bastos os mais importantes títulos. Não é à-toa que o município é hoje um dos principais celeiros de jogadores, que servem seleções regionais, paulistas e brasileiras e muitas vezes representam o País nas mais importantes competições internacionais.


Novo campo

A união da colônia japonesa em torno da Associação Cultural e Esportiva Nikkey de Bastos (Acenba) resultou em mais uma conquista para o beisebol local: seu segundo estádio.

Sua construção foi o marco inicial do Conjunto Poliesportivo Nikkey de Bastos. Trata-se de audacioso projeto da Acenba que pretende transformar uma área de 4,5 alqueires num sofisticado clube campestre.

Com arquibancada coberta com capacidade para cerca de 500 torcedores, o estádio exigiu investimento de R$ 180 mil. Ele fica localizado na Rodovia Bastos-Rancharia (SP-457), em frente ao Distrito Industrial.


Uma história de resistência

A história do beisebol em Bastos é marcada pela impressionante capacidade dos pioneiros japoneses e das gerações subsequentes de preservar sua cultura e pelo seu poder de resistência diante das adversidades.

No início da década de 30, quando o beisebol dava os primeiros passos no município, a Sociedade Colonizadora Bratac passou a estimular oficialmente esse esporte; seus funcionários eram liberados todas as tardes para treinar, e Bastos fazia parte de um restrito rol de municípios, juntamente com São Paulo, Registro, Aliança e Anhumas, onde o beisebol era praticado de maneira organizada e competitiva.

Prova disso, foi a criação do Torneio Interseções, disputado por equipes representantes dos bairros rurais, onde estava concentrada a maioria absoluta da população do município, basicamente composta de imigrantes japoneses.

A Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) foi um duro golpe contra o beisebol e as tradições culturais japonesas. O governo Getúlio Vargas impôs uma série de restrições à liberdade de expressão dos imigrantes dos países do Eixo residentes no Brasil, confiscou seu capital e os impediu de viajar. Essas medidas forçaram o beisebol a sucumbir temporariamente.


Renascimento

O fim da guerra, em 1945, representou o seu renascimento. Equipes e torneios foram reativados e, além das competições locais e regionais, surgiram os campeonatos Paulista e Brasileiro.

Na ocasião, a Associação Desportiva de Bastos (ADB) foi criada não só para administrar o beisebol, como também o atletismo e o futebol. Em 1977, o beisebol tornou-se independente com a fundação do Bastos Base Ball Clube.

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