segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017
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Criança de 3 anos residente em Tupã é internada em Marília com leishmaniose

10/01/2017

15h47

Fonte: www.diariotupa.com.br

Yasmim Vitória da Silva de Almeida, de 3 anos, está internada na Santa Casa de Marília desde a última quarta-feira, dia 4 de janeiro, depois de contrair leishmaniose em Tupã. A família reside no Conjunto Habitacional Cinquentenario, em Tupã.

A mãe de Yasmim, Samara H. da Silva, de 25 anos, disse, por telefone, que no dia 29 de dezembro sua filha apresentou dores no corpo, inchaços e vômitos. “Fui com ela em um posto de saúde, depois nos mandaram para a UPA e para o Hospital São Francisco. Estamos aqui em Marília desde a madrugada da última quarta-feira e não temos previsão de quando vamos embora. Não imaginava que a minha filha estivesse com leishmaniose”, disse Samara, ao explicar que na tarde de ontem o quadro da sua filha era estável. Além de Yasmim Vitória, Samara possui outros dois filhos.

A reportagem do DIÁRIO foi à casa de Samara, para tentar contato com outros familiares, porém não havia ninguém na residência.

Vizinhas de Samara se mostraram preocupadas com a situação da criança, e disseram que aumentaram a atenção em suas casas para também não contrairem a doença.

Olinda Porto Silva, de 64 anos, visitou Yasmim nos últimos dias para prestar auxílio à família. “Ela está muito doente e com a pele cada vez mais amarela. Chegaram a falar para a família que ela estava com anemia”, afirmou.

Para amenizar os riscos de transmissão da doença, Olinda solicitou a roçagem de um terreno baldio, próximo a sua residência e a retirada de águas que empossam na rua. “O lote está muito sujo com lixo e até agora a prefeitura não fez nada”, salientou.

A moradora Cleusa da Silva Pereira, de 50 anos, informou que outras famílias também estão preocupadas com a doença, ainda mais aquelas que possuem crianças em suas casas. “Tenho um neto de quatro anos e também estou preocupada. A prefeitura precisa fazer algo para resolver esse problema. Há duas semanas atrás tivemos um caso de dengue aqui na rua”, enfatizou.

Para Cleusa, o setor da saúde de Tupã deve trabalhar com mais atenção para não errar no diagnóstico das doenças. “O Posto de Saúde fala uma coisa, a UPA outra e o hospital outra.

Eles precisam saber de verdade o que está acontecendo. Do jeito que está, não tem condição”, salientou. “Enfrentamos vários problemas aqui na rua, como ruas cheias de buracos e falta de limpeza nos lotes”, acrescentou.

Uma outra moradora destacou ainda que Yasmim apresentou inchaços no corpo, palidez e cãimbra nas mãos. “Chegaram a falar que ela estava com leucemia. Ela aguentou muito por ser criança”, observou.

Para averiguar novos casos de leishmaniose em animais, a Prefeitura de Tupã visitou as casas que possuem cães na Rua Padre Gaspar Aguilar Cortez, para coleta de amostras de sangue.

Dados
Segundo os dados divulgados na semana passada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em 2016 o município teve 174 casos de cães positivos para leishmaniose.

O CCZ destacou ainda que os casos foram confirmados por meio de exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, de Marília (laboratório oficial). Os cães que tinham a doença foram eutanasiados. No ano de 2016, 2 casos de leishmaniose foram confirmados e tratados em humanos.

De acordo com o CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo), o município de Tupã teve 14 casos de leishmaniose visceral confirmados e dois óbitos, entre os anos de 2013 e 2015. Já entre os anos de 1999 a 2012, o município de Tupã teve apenas dois casos de leismaniose confirmados em humanos e um óbito.

Vale lembrar que a leishmaniose se instalou no Estado de São Paulo a partir de 1999. Os dados de leishmaniose ocorridos em 2016 ainda não foram concluídos pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.

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