quarta-feira, 25 de Abril de 2018
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Danilo lembra drama da lesão que quase o aposentou e se diz pronto para 2018

07/01/2018

15h45



Fonte: globoesporte.globo.com

De contrato renovado até dezembro deste ano, o corintiano Danilo está pronto para recomeçar. Depois de se machucar seriamente em um treino e temer uma aposentadoria forçada, o meia está pronto para seguir sua trajetória que já soma 338 jogos e 33 gols com a camisa do Corinthians. O mineiro de São Gotardo está com 38 anos e falou com o Esporte Espetacular sobre as dúvidas que teve após a lesão, o momento mais marcante de suas nove temporadas na equipe do Parque São Jorge e sua disposição de atuar em qualquer posição para ajudar o alvinegro em 2018. (clique no vídeo e veja a entrevista de Andrei Kampff)

Em seus 21 anos de carreira esta foi a contusão mais grave que Danilo Gabriel Andrade sofreu. Foram 472 dias afastado dos jogos oficiais. Ele voltou a atuar no final do Brasileirão passado nas duas últimas partidas contra Fluminense e Sport.

- Foi um ano e meio sem jogar. Aí você imagina a vontade que eu estava de voltar a campo e de jogar. Voltar a ajudar meus companheiros. Na hora que eu me machuquei o Yago gritou e eu pensei que ele é que tinha se machucado. E quando fui apoiar meu pé eu vi que tinha quebrado. Minha perna dobrou. Aí pensei: “Putz! Quebrei a perna” E aí bate aquele desespero – revela o meia.

A fratura na perna direita aconteceu em um treino no dia 30 de agosto de 2016. A pequena cicatriz na perna direita não dá a dimensão da gravidade da lesão. Foram fraturas na tíbia e na fíbula além do perigoso rompimento de uma artéria que gerou o risco de amputação da perna. O risco foi minimizado pela rapidez com que ele foi operado, como explica o médico Ivan Grava.

- A lesão vascular diminui o pulso, então não chega sangue lá. Isso trazia o risco dele perder um membro. Mas foi tudo feito muito rápido. Do momento que ele teve a fratura até chegar ao hospital. Fizemos diagnóstico e já estávamos o operando. Assim, diminui o risco de ele ter qualquer sequela por conta da lesão – explica Dr. Grava.

Foi o pior momento para uma carreira recheada de conquistas com a camisa do Timão. O meia canhoto já tem oito taças pelo Corinthians. São três Brasileiros (2011, 2015 e 2017), um Paulista (2013), uma Recopa Sul-Americana (2013), uma Libertadores (2012) e um Mundial (2012). Entre todos esses o mais marcante foi o título sul-americano conquistado contra o Boca Juniors no Pacaembu.

- A imagem que eu tenho é da gente dando a volta olímpica e o torcedor na tela chorando, de joelho, agradecendo. E ali a gente pensa o que a gente conseguiu. É uma imagem que não vou esquecer nunca – conta o jogador.

As alegrias o fizeram seguir forte e passado o susto maior, iniciou-se o demorado e difícil processo de recuperação. Só com a perna imobilizada foram cinco meses e após a retirada da imobilização Danilo teve um momento de desesperança.

- No momento que eu tirei a bota, quando o osso estava consolidado, foi quando eu voltei a pisar no chão. Teve um dia que eu disse a minha esposa que ia ser difícil eu a jogar. Perna atrofiada, limitado, pé dormente – lembra ele.

Mas a longa recuperação correu bem e ele terminou 2017 jogando 33 minutos em duas partidas.

- Tem um lado bom que joguei o último jogo do campeonato e fui para as férias com a motivação de voltar a jogar esse ano. Espero que possa voltar bem e ajudar o Corinthians a conquistar títulos – afirma o camisa 20 do Timão.

Pronto para enfrentar uma nova temporada, ele se coloca à disposição do técnico Fábio Carille para ajudar em qualquer função.

- Não tem problema. Onde ele optar, vou estar pronto para ajudar – explica ele.

E sua ajuda será necessária. O Corinthians perdeu o atacante Jô, craque e artilheiro da competição, que foi para o Nagoya Grampus, do Japão. Além dele, o alvinegro perdeu o lateral esquerdo Guilherme Arana, vendido para o Sevilha da Espanha e o zagueiro Pablo, que não renovou contrato. Até agora chegaram o atacante Júnior Dutra, ex-Avaí, o volante Rene Júnior e o lateral Juninho capixaba, que vieram do Bahia.

- É o time a ser batido. Mas a gente sabe que não vai ganhar nada de graça. A gente tem que fazer como ano passado. Se dedicar e não achar que vai ganhar de qualquer jeito – finaliza Danilo.

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