domingo, 20 de Janeiro de 2019
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Capitalização: Previdência como Guedes quer tira 70% da renda, diz entidade

10/01/2019

06h27

Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo


A proposta de reforma da Previdência que o governo Jair Bolsonaro pretende enviar ao Congresso em fevereiro deve incluir a substituição do regime atual por um modelo de capitalização --em que cada trabalhador faz a própria poupança, que é depositada em uma conta individual. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a mudança é uma forma de proteger as gerações futuras.

A capitalização, no entanto, não é consenso entre especialistas. De acordo com a diretora do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), Jane Berwanger, o modelo de capitalização não funciona. Ela cita o caso do Chile, país onde isso foi implantado e é tido como modelo por Guedes. Lá as aposentadorias pagas hoje são 30% do que se ganhava antes de o modelo ser implantado. Ou seja, perderam 70% da renda.

No Chile, em vez de contribuir para o governo, o trabalhador paga uma parcela do salário para uma AFP (Administradora de Fundo de Pensão), que administra os recursos até sua aposentadoria. "Se o fundo aplicou mal o dinheiro, o prejuízo é suportado pelo segurado. Não há contribuição do empregador para a aposentadoria. Não há garantia de valor mínimo", disse Berwanger.

A equipe de Bolsonaro ainda não deu detalhes de como funcionaria o novo modelo. Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, a proposta tem condições de zerar o rombo na Previdência, mas também haveria o risco de pagar aposentadorias muito baixas.

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