16h58
Por Stephanie Fonseca, g1 Presidente Prudente e Região
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre as circunstâncias das mortes de Yasmim de Morais Brito, de 4 anos e 4 meses, e Gael da Silva, de 4 anos e 11 meses, ocorridas em 20 de dezembro de 2025, na piscina de uma chácara em Dracena (SP). A informação foi confirmada ao g1 nesta quarta-feira (18).
De acordo com a corporação, os laudos elaborados pela Polícia Científica, por meio do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML), apontaram que as mortes foram causadas por asfixia por afogamento, caracterizando o caso como acidente.
Durante a investigação, todas as pessoas envolvidas foram ouvidas. Agora, o inquérito está na fase final de elaboração do relatório e, em seguida, será encaminhado ao Poder Judiciário.
O acidente
Segundo o boletim de ocorrência, a família estava reunida em uma chácara alugada para uma confraternização quando as crianças, que brincavam na área da piscina, entraram na água.
Em determinado momento, um parente percebeu que os irmãos estavam se afogando e pediu socorro. Um morador da cidade que passava pelo local ouviu os gritos, entrou na chácara e ajudou no resgate das crianças, realizando manobras de reanimação em uma delas.
Em seguida, os irmãos foram levados por familiares ao hospital. No trajeto, o grupo encontrou uma viatura do Corpo de Bombeiros, que assumiu o atendimento.
Apesar dos esforços das equipes de resgate, as duas crianças não resistiram. As mortes foram constatadas no Pronto Atendimento Municipal de Dracena, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico.
Na ocasião, o caso foi registrado como mortes suspeitas, e um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso.
Vínculo entre irmãos
"Meu filho era uma criança doce, amorosa, muito sorridente e alegre. Tinha uma felicidade inesquecível". O relato é de Joice Silva, mãe de Gael. Segundo ela, as crianças eram muito apegadas.
Ainda de acordo com a mãe, a tragédia deixou as duas famílias profundamente abaladas. “Todos sabem que eles eram tudo para mim, estavam brincando. Foi um susto, uma fatalidade”, reforçou.
Andressa Morais, madrasta das crianças e atual esposa do pai delas, acompanhava os irmãos durante a confraternização e também enfrenta o luto pela perda da filha e do enteado, com quem mantinha forte vínculo afetivo. Ela contou como tentou resgatar as crianças.
“Até hoje não consigo aceitar e não sei quando irei aceitar. Minha filha era minha vida, assim como o Gael, meu enteado, que eu tinha como um filho. Os dois eram tudo para mim”, afirmou.