14h39
Fonte: Siga Mais
A Polícia Civil de Adamantina, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) identificou um homem apontado como invasor contumaz de residências em Adamantina e Lucélia. Ele foi ouvido pelas autoridades e admitiu a prática, que, segundo as investigações, envolve invasões a quintais com o objetivo de observar mulheres em situações íntimas.
O caso ganhou novos desdobramentos após uma das vítimas — que teve a casa invadida duas vezes — obter na Justiça uma medida cautelar que proíbe o investigado de se aproximar de sua residência. A decisão foi concedida no último dia 13 de março, com base em pedido da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público. O homem já foi intimado e, em caso de descumprimento, pode ter a prisão preventiva decretada.
De acordo com a delegada Laíza Fernanda Rigatto, titular do 2º DP e responsável pelo Núcleo Especial Criminal (Necrim) da Polícia Civil em Adamantina, o caso é tratado como crime de menor potencial ofensivo, relacionado à violação de domicílio, conforme tipifica o artigo 150 do Código Penal brasileiro.
As circunstâncias também indicam a prática de voyeurismo — comportamento de cunho sexual caracterizado pela obtenção de prazer por meio da observação de pessoas em situações privadas.
“As investigações identificaram, até o momento, três vítimas. Uma delas procurou a delegacia após a repercussão do caso nas redes sociais, o que demonstra a importância da denúncia”, destacou a delegada ao Siga Mais. Segundo ela, há um procedimento criminal em andamento e não está descartada a existência de novas vítimas.
A autoridade policial explicou ainda que a medida cautelar imposta ao investigado, embora diferente das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, tem efeito semelhante ao estabelecer uma distância mínima obrigatória entre o autor e a vítima. Caso haja descumprimento, a Justiça poderá determinar a prisão preventiva.
Casos vieram à tona após reportagem
A identificação do suspeito ocorre após série de ocorrências com características semelhantes registradas nas duas cidades, como publicou o Siga Mais em 11 de março. Um dos casos mais recentes envolveu uma moradora da Vila Cicma, em Adamantina, que teve o quintal invadido em duas ocasiões — a primeira em outubro do ano passado e a segunda no último dia 8 de março. Em ambas, não houve furto de objetos, reforçando a hipótese de que o objetivo do invasor seria observar a intimidade das vítimas.
Também circulou nas redes sociais um vídeo que mostra um homem pulando o portão de uma residência em Lucélia durante a noite, fato que aumentou a preocupação da população e contribuiu para o avanço das investigações.
Repercussão e alerta à população
Após a divulgação dos casos, surgiram manifestações nas redes sociais e aplicativos de mensagens, inclusive com pessoas dispostas a agir por conta própria. Diante disso, a Polícia Civil reforça que a população deve evitar qualquer tipo de ação direta e sempre acionar as autoridades.
A orientação é que, ao perceber a presença de pessoas suspeitas ou situações de invasão, moradores busquem abrigo em local seguro e acionem imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Medidas preventivas, como reforço na iluminação externa, uso de câmeras de monitoramento e atenção à movimentação nas proximidades, também são recomendadas.
As investigações seguem em andamento para apurar todos os casos e eventuais novas vítimas.