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Tupã

Dois moradores de Tupã são presos em operação que apura crimes de agiotagem

31 de Março de 2026

07h04

Redação Bastos Já

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e com o apoio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), informou que deflagrou nesta segunda-feira (30) a fase II da Operação Torniquete, dando continuidade às ações de enfrentamento aos crimes de agiotagem, associação criminosa e extorsão na região, que resultou na prisão de dois suspeitos.

“A nova etapa da operação resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra dois dos investigados apontados como envolvidos na prática reiterada desses delitos. As prisões ocorreram de forma simultânea, sendo uma na cidade de Tupã e outra na cidade de Andradina, local onde um dos alvos foi localizado na rodovia, apesar de residir em Tupã”, comunicou em nota a imprensa a DIG de Tupã.

Ainda de acordo com a Delegacia de Investigações Gerais de Tupã: “As investigações indicam que os envolvidos atuavam de maneira estruturada, utilizando-se de ameaças, coação psicológica e cobranças abusivas para a recuperação de valores emprestados de forma ilegal, prática que frequentemente leva as vítimas a situações de extremo prejuízo financeiro, emocional e até risco à integridade física”.

A unidade policial tupãense acrescenta: “A Operação Torniquete, iniciada em sua primeira fase, já havia revelado a dimensão e a gravidade desse tipo de crime na região, com a identificação de vítimas submetidas a condições de cobranças ilegais e constrangedoras. A fase II reforça o compromisso da Polícia Civil em desarticular grupos criminosos que se valem da vulnerabilidade das pessoas para obter vantagem ilícita”.

A Polícia Civil da cidade de Tupã ressalta que a colaboração da população é fundamental para o êxito das investigações. “Muitas vítimas, por medo ou constrangimento, deixam de procurar as autoridades, o que contribui para a continuidade das práticas criminosas. É essencial que vítimas e familiares denunciem, permitindo que as forças de segurança atuem de forma eficaz e impeçam que novas pessoas sejam lesadas”.

A DIG de Tupã contou ainda com apoio da Polícia Civil de Araçatuba, Polícia Militar Rodoviária de Andradina além de forças policiais de todo o Estado de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. “Os investigados permanecem presos e serão submetidos à audiência de custódia. As investigações prosseguem e novas etapas da operação podem ocorrer a qualquer momento”, concluiu a nota da Polícia Civil tupãense.