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Região

Pedra de quase 400 kg desaparecida por décadas é localizada em propriedade rural e revela história da imigração japonesa em Adamantina

27 de Abril de 2026

08h14

Por Beatriz Jarins, g1 Presidente Prudente e Região

Uma pedra de quase 400 kg, esculpida em 1958, que celebrava os 50 anos da imigração japonesa ao Brasil, foi reencontrada após ficar décadas perdida. A peça de quase 70 anos foi doada ao Museu e Arquivo Histórico de Adamantina (SP) “Setsu Onishi” no início de abril.

Perdido no tempo, em meio às plantações agrícolas de uma propriedade rural, no Bairro Tucuruvi de Adamantina, o artefato até poderia ser considerado “uma pedra no caminho”, mas carrega o significado importante para a comunidade nipo-brasileira na região.

Ao g1, a professora e representante da comunidade nipo-brasileira em Adamantina, Noriko Onishi Saito, de 77 anos, relembra a importância da pedra, que tem uma simbologia ainda mais especial, já que foi lapidada por seus pais.



“Na hora, quando eu vi, eu já reconheci que era um trabalho feito pelos meus pais, que a minha mãe escreveu na época, com todo o capricho, cuidado. Ela gravava [os símbolos] com um pincel próprio, para fazer a caligrafia, cada detalhe”, relembra.

A pedra tinha sido lapidada pelo pai de Noriko, Bunkiti Onishi, imigrante japonês que veio ao Brasil com conhecimento de trabalhar com pedras, fazendo túmulos e artefatos de cimento. “Eu era pequena ainda, mas eu tenho muita lembrança sobre esse fato.”

Em um dos trabalhos produzidos pela família, além da pedra, foram feitas 33 peças solicitadas pela igreja Kotobuki, que ficava em Mairinque, na região de Sorocaba. Noriko guarda essa lembrança também pelas fotografias.

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