08h23
Fonte: OCNET
O golpe do falso advogado foi registrado novamente em Osvaldo Cruz nesta sexta-feira (12). Bandidos usaram o nome de um dos profissionais da cidade, entraram em contato com possíveis vítimas e usaram histórias falsas sobre processos, direitos ou indenizações para tentar aplicar prejuízos financeiros.
O risco é grande, principalmente para idosos e pessoas que aguardam benefícios ou atendimento na Justiça.
O que é o golpe do falso advogado?
Geralmente os golpistas se passam por advogado, estagiário ou funcionário de escritório, tribunal, instituto de aposentadoria ou órgão público.
O contato pode ser feito por ligação, WhatsApp, redes sociais, carta ou visita na residência da vítima.
O criminoso inventa uma situação que parece real e urgente: diz que a pessoa tem direito a uma indenização, que há um processo parado esperando pagamento, que é necessário regularizar documentos ou até que há um problema judicial que precisa ser resolvido rapidamente para evitar multas ou prisão.
Em Osvaldo Cruz, os casos mais recentes envolvem histórias ligadas ao INSS, revisão de benefícios, pensões, heranças ou até supostos valores a receber de planos econômicos antigos.
O golpista pede valores em dinheiro, depósito em conta, Pix ou transferência bancária, alegando que servem para pagar taxas, custas processuais, honorários ou despesas com documentos. Muitas vezes, ele usa nomes de instituições conhecidas, carimbos falsos e até apresenta documentos com aparência oficial para ganhar confiança.
Um detalhe importante é que esses bandidos costumam pesquisar dados pessoais antes de falar com a vítima: sabem nome completo, endereço, profissão e até detalhes da vida financeira, o que faz com que a história pareça ainda mais verdadeira. Depois que recebem o dinheiro, somem e não podem mais ser encontrados.
Regras, sinais de alerta e como identificar a fraude
Para não cair no golpe, é fundamental saber como diferenciar um profissional verdadeiro de um criminoso.
Primeiro, todo advogado regular tem inscrição ativa na OAB, com número de registro que pode ser consultado publicamente.
Ele também só pode agir com autorização do cliente, por meio de um contrato escrito e assinado, e nunca pede valores para si mesmo ou para terceiros de forma urgente, sigilosa ou sem recibo.
Os principais sinais de que se trata de golpe são:
– Pedido de dinheiro para liberar valores, processos ou benefícios;
– Ameaça de consequências graves se o pagamento não for feito rapidamente;
– Solicitação de sigilo, dizendo que não pode contar a ninguém sobre o assunto;
– Uso de contas de pessoas físicas, Pix de nome desconhecido ou contas de "associações" para receber valores;
– Falta de número de inscrição na OAB ou recusa em mostrar carteira profissional;
– Contato feito por telefone ou mensagem sem agendamento prévio.
Na região de Osvaldo Cruz, muitos golpistas dizem ser de escritórios de Adamantina, Tupã ou até da capital, alegando que foram indicados por conhecidos ou que receberam os dados da vítima por meio de um sistema público. Nenhuma dessas situações é verdadeira.
Além disso, nenhum órgão público, tribunal ou instituição de previdência envia pessoas para casa para pedir dinheiro, nem paga valores mediante pagamento de taxas antecipadas.
Quando há necessidade de pagar custas ou taxas judiciais, o pagamento é feito sempre por guia oficial, em agências bancárias ou lotéricas, nunca para uma pessoa física ou conta de terceiros. Se alguém pedir dinheiro para resolver algo na Justiça, no INSS ou em outro órgão, desconfie imediatamente e procure ajuda.
Dúvidas frequentes sobre o golpe do falso advogado
1. Como saber se um advogado é verdadeiro?
Acesse o site da OAB, procure o número de inscrição ou o nome completo e confira se o registro está ativo e regular. Nunca aceite apenas a carteira impressa, pois ela pode ser falsa.
2. O que fazer se já caiu no golpe?
Vá imediatamente à Delegacia de Osvaldo Cruz para registrar o boletim de ocorrência, leve todos os comprovantes, mensagens, números de telefone e dados que tiver. Quanto mais rápido, maior a chance de recuperação do valor.
3. Parente ou vizinho foi abordado: como ajudar?
Converse com a pessoa, explique os sinais de alerta e ajude a verificar a informação em um posto de atendimento, OAB ou delegacia. Idosos são os principais alvos e muitas vezes não percebem a fraude.
4. Eles podem realmente ter meus dados pessoais?
Sim, muitos dados são obtidos em vazamentos, listas vendidas ilegalmente ou redes sociais. Ter informações suas não significa que o contato é verdadeiro.