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Região

Suspeitos de agiotagem são presos em Tupã após vítima pagar mais de R$ 17 mil por empréstimo de R$ 1.000

26 de Setembro de 2026

09h33

Redação Bastos Já

Nesta quinta-feira (25) dois homens suspeitos de envolvimento em agiotagem, cobrança de juros abusivos e extorsão foram presos durante operação realizada pela Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE).

A Polícia Civil informou que a ação desarticulou parte de um grupo criminoso que operava um violento esquema de empréstimos na cidade e era formado por cidadãos colombianos e que atuava de forma altamente organizada. "Havia uma divisão clara de tarefas entre os membros: enquanto uns eram responsáveis por liberar o dinheiro, outros cuidavam do recebimento e das cobranças presenciais, que frequentemente envolviam coação", revelou a DIG.

Ainda conforme a Polícia Civil, o nível de exploração e usura ficou evidente no relato de uma das vítimas. "Após contrair um empréstimo inicial de apenas R$ 1.000, o morador foi obrigado a pagar parcelas diárias de R$ 60. Ao longo de aproximadamente dois anos, a vítima chegou a desembolsar mais de R$ 17 mil para os agiotas, mas a dívida continuava sendo cobrada sob a alegação de juros acumulados".



Segundo o inquérito policial, as cobranças logo evoluíram para o crime de extorsão. "Os criminosos passaram a fazer ameaças e intimidações diretas não apenas contra a vítima, mas também contra seus familiares, comparecendo repetidamente à sua residência e ao seu local de trabalho".

A operação que resultou nas prisões foi deflagrada na manhã de quinta-feira (24), após as autoridades serem alertadas de que um dos suspeitos faria uma nova cobrança na casa da vítima. Policiais da DIG e da DISE montaram um monitoramento no local e, por volta das 10h30, o cobrador chegou ao endereço, iniciou as ameaças e foi imediatamente abordado e preso em flagrante.

A Polícia Civil destaca que, "na sequência das diligências, os investigadores conseguiram prender um segundo envolvido no esquema. Ele foi identificado pela polícia como o responsável pelas tratativas financeiras e pelo recebimento dos valores extorquidos. Ambos foram encaminhados à sede da Polícia Civil em Tupã e permanecem à disposição da Justiça".

A DIG ressalta que: "Eles devem responder, em tese, pelos crimes de extorsão, associação criminosa e usura. O inquérito continua em andamento para identificar e prender os demais integrantes do grupo colombiano. As autoridades também buscam localizar outras pessoas que tenham caído no golpe, alertando principalmente os pequenos comerciantes da cidade que possam estar submetidos a esse mesmo tipo de cobrança e intimidação".