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Bastos

Motorista de ambulância de Bastos que teve trânsito bloqueado durante transporte de paciente em estado grave faz apelo por conscientização

08 de Outubro de 2026

14h23

Redação Bastos Já

Na manhã desta quinta-feira (8), um atendimento de emergência nas ruas de Bastos reacendeu o alerta para a falta de empatia e de educação de alguns condutores no trânsito local. Um motorista de ambulância do município fez um apelo público à população pedindo que os condutores deem passagem aos veículos de resgate quando estiverem com a sirene e os sinais luminosos acionados.

O desabafo ocorre após o resgate de uma idosa na Rua Belém, que sofreu uma queda grave e apresentava fratura exposta e um corte profundo na cabeça. Segundo o socorrista, o trajeto de volta ao Pronto-Socorro — um atendimento delicado em que cada segundo conta — foi prejudicado pelo comportamento de motoristas que ignoraram os alertas sonoros.

"A paciente estava sangrando muito, em situação crítica, e mesmo com a sirene ligada, pedindo passagem, inclusive perto do semáforo, o pessoal não saía da frente. Ficam segurando o trânsito. É uma falta de consciência e de misericórdia", relatou o motorista.

No transporte de emergência, a agilidade no deslocamento pode ser a diferença entre a vida e a morte. Quando a sirene de um veículo de resgate está ligada, sinaliza que há alguém em estado grave necessitando de atendimento médico urgente. "A orientação para quem se deparar com uma ambulância em socorro é simples: abra passagem deslocando o veículo, permitindo que a ambulância siga em frente e o paciente receba atendimento com urgência.

Os condutores devem redobrar a atenção ao som da sirene, reduzir a velocidade e identificar de onde vem o veículo de emergência antes de realizar qualquer manobra.

Vale lembrar que, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), veículos de emergência em serviço têm prioridade de trânsito e livre circulação. Deixar de dar passagem a esses veículos é considerada infração gravíssima, sujeita a multa e pontuação na carteira. No entanto, mais do que uma obrigação legal, facilitar o trajeto da ambulância é um ato de cidadania e respeito à vida.