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Esportes

Análise: classificado, Santos erra ‘’quando pode’’ e testa opções para mata-mata do Paulistão

11 de Março de 2019

13h02

Fonte: globoesporte.globo.com

O momento no Santos é de testes para o mata-mata do Campeonato Paulista. Quem disse foi o técnico Jorge Sampaoli.

Já classificado, o Santos erra "quando pode" e já pensando no futuro. Isso porque, ao menos no jogo de ida das quartas de final do Paulistão, o time não terá pelo menos três jogadores por conta da data Fifa (Carlos Sánchez, Derlis González e Cueva foram convocados para suas respectivas seleções, e Felipe Aguilar e Soteldo também podem virar baixa).

Dessa forma, Sampaoli utilizou o clássico contra o Corinthians, que terminou empatado em 0 a 0, para colocar ideias em prática e testar novas formas de jogar e jogadores em novas funções. A primeira deu errado, e o próprio argentino admitiu isso.

O Santos começou o clássico em Itaquera num 3-4-1-2, com Alison jogando como um terceiro zagueiro, aberto pela direita, e liberando os laterais para fazerem a função de ala.

Com quatro minutos de jogo, o principal motivo para o esquema não ter dado certo foi Alison ter recebido o cartão amarelo. Daí em diante, o volante improvisado na zaga preferiu "tirar mais o pé" a correr o risco de ser expulso, deixando Clayson, eleito o melhor em campo em enquete realizada pelo GloboEsporte.com, com o caminho livre para causar problemas para o Santos.

Logo Sampaoli percebeu que seu time sofria mais que o habitual e que era questão de tempo até que o Corinthians abrisse o placar. Por conta disso, o argentino deslocou Alison de volta para sua posição de origem, mais um dos motivos para a equipe não ter funcionado nos primeiros 45 minutos.

Explica-se: como Jean Lucas e Diego Pituca começaram jogando, o Peixe ficou com três volantes em campo. Ou seja, a criação foi prejudicada, e o estilo de jogo que agrada o comandante, que é ter a bola e ser ofensivo, não estava sendo colocado à prática.

No segundo tempo, aí sim foi possível ver o Santos que Sampaoli (mal) acostumou a torcida. Se na etapa inicial pouco atacou e terminou com uma escalação defensiva, na segunda o Peixe voltou com um atacante e um meia ofensivo a mais e dois volantes a menos: Rodrygo e Cueva entraram nas vagas de Jean Lucas e Alison, ambos mal no jogo.

O time ofensivo fez com que o Santos achasse mais espaço na defesa do Corinthians. Não por conta de Rodrygo e Cueva, que pouco participaram do jogo, mas muito pela dedicação de Derlis González, melhor jogador de ataque do Peixe no ano. O peruano não apareceu muito e teve uma das melhores chances de abrir o placar. E perdeu.

A diferença da postura do Santos do primeiro para o segundo tempo foi gritante. No entanto, em ambas as etapas, vale destacar a gigante atuação de Felipe Aguilar, o melhor em campo. O zagueiro conseguiu neutralizar grande parte dos ataques do Corinthians e levou vantagem em praticamente todas as bolas no jogo aéreo.

Do clássico fica para o Santos a lição de que, mesmo que uma formação não dê certo, é possível buscar alternativas durante o jogo para melhorar o desempenho. E, se antes o Santos não tinha elenco, agora tem. Prova disso é que Everson, Luiz Felipe, Cueva, Soteldo e Rodrygo começaram como opções para Sampaoli em Itaquera.

Mesmo com muito menos tempo que o rival de preparação, o Peixe conseguiu segurar o Corinthians em seus domínios. E poderia até ter ganhado o jogo...

O que vem por aí

Já classificado no Grupo A, o Santos luta para terminar a fase na liderança geral. O Peixe é o primeiro colocado, com 23 pontos, e briga diretamente com RB Brasil, com 21, e Palmeiras, 19. Os dois últimos jogos do Alvinegro são contra Novorizontino, no Pacaembu, e Botafogo, em Ribeirão Preto.