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Região

Acusado de matar ex-mulher com facadas em Tupã é condenado à pena de 27 anos de prisão

10 de Novembro de 2020

08h45

Redação Bastos Já - colaborou com informações o Jornal Diário de Tupã

Aílton Basílio, acusado de matar a ex-mulher Débora Goulart, a facadas, em de agosto de 2017, foi julgado nessa segunda-feira (9) no Fórum da Comarca de Tupã e condenado à pena de 27 (vinte e sete) anos de reclusão, em regime inicial fechado. O Tribunal do Júri - sob presidência do juiz Fábio José Vasconcelos e promotoria a cargo do promotor de justiça Marcelo Brandão - começou às 9 horas da manhã e encerrou por volta das 17 horas.

Ao final da leitura da sentença, o juiz Fábio José Vasconcelos disse que: “Considerando a natureza do delito - hediondo - as disposições da Lei nº 8.072/90, a gravidade absoluta do delito, as circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem   como   a   quantidade   de   pena imposta (art. 33, § 2º, “a”, do Código Penal) fixo  o  regime  fechado  para  início do cumprimento da pena privativa de liberdade. Ante o exposto e o mais que dos autos consta, atento  à decisão soberana dos Srs. Jurados, JULGO PROCEDENTE a presente ação penal e condeno AÍLTON BASÍLIO, qualificado nos autos, à pena de 27 (vinte e sete) anos de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso no art. 121, § 2º, II, III, IV e VI c/c §2º-A, todos do Código Penal. Denego ao réu o direito de recorrer em liberdade, pois fixado o regime inicial fechado, ostentando agora condenação por crime que a lei considera hediondo. A condenação externada nesta ocasião torna ainda mais imperiosa a necessidade da prisão como garantia da ordem pública, considerando a gravidade do crime. Importa recordar que, após o crime, o réu se evadiu do distrito da culpa e somente foi recapturado após árduo trabalho investigativo da Polícia Civil, a denotar também que sua permanência em liberdade constitui fundado risco à aplicação da lei penal. Recomende-se o réu na prisão em que encontra. (...)”

O crime

A bancária Débora Goulart, que na época tinha 34 anos, foi encontrada morta com ferimentos de faca na casa onde morava na região central da cidade. O então companheiro dela, Aílton Basílio, tornou-se réu do crime.

De acordo com as investigações, Débora já havia registrado boletim de ocorrência contra o companheiro por violência doméstica.

Segundo testemunhas, no dia anterior do crime o suspeito buscou Débora no trabalho e ela não foi mais vista. Duas amigas tentaram contato com a vítima e, como não conseguiram, foram até a casa dela, quando chamaram a polícia, que encontrou a bancária já morta.

Ailton e Débora viviam juntos fazia mais de dez anos, mas segundo testemunhas o relacionamento estaria em crise e a bancária havia pedido a separação, fato que Ailton não estaria aceitando.

Investigações

Desde o início das investigações, o ex-companheiro de Débora foi apontado pela polícia como principal suspeito, pois testemunhas afirmaram que ele foi a última pessoa que a tinha visto ainda viva. A digital do suspeito também foi encontrada no sangue na faca utilizada no crime.

Aílton fugiu e deixou a faca cravada no peito da vítima. No dia seguinte ao crime ele já estava no Rio de Janeiro, no entanto, ele deixou várias pistas durante a fuga que ajudaram a polícia a encontrá-lo. O veículo da vítima, usado na fuga, foi encontrado em Maringá (PR) por um morador de Tupã no dia 18 de setembro.

Basílio foi preso pela Polícia Militar em uma pousada de Teresópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro, no dia 27 de setembro de 2017. Ele foi levado para a Delegacia de Quintana para prestar depoimento após os policiais da DIG de Tupã viajarem para o Rio para buscá-lo.