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Região

Polícia Ambiental aplica multa de R$ 2 mil por caça de javali sem autorização

28 de Fevereiro de 2022

06h19

Redação Bastos Já – com informações cedidas por João Mário Trentini

A Polícia Ambiental de Tupã aplicou multas em dois homens que foram surpreendidos caçando javali, animal silvestre, sem terem Cadastro Técnico Federal e nem autorização no SIMAF (Sistema de Informação de Manejo de Fauna) para realizar o manejo e controle de fauna invasora, no município de Piacatu (SP). A ocorrência foi registrada pelos policiais ambientais cabo Padovesi, cabo Glaucimir e soldado Vesu durante fiscalização de prática de pesca e caça predatória que teve início nas margens do Rio Aguapeí, imediações da ponte da Rodovia Assis Chateaubriand (SP 425), Bairro Goitchoro, município de Iacri.

Os policiais ambientais informaram que durante a Operação Piracema 2021/2022 e Operação Carnaval 2022 realizavam vistoria com vistas a prática de pesca e caça predatória nas margens do Rio Aguapeí, próximo da ponte da SP 425, município de Iacri, e receberam informação que indivíduos em um veículo Parati estaria praticando caça com uso de cães próximo da confluência do Rio Aguapeí com o Córrego da Lontra. A equipe realizou patrulhamento nas propriedades que margeiam o Córrego da Lontra e por volta das 13h30 localizou o veículo que estava estacionado junto a mata ciliar do Córrego da Lontra no interior de um sítio.

Ainda segundo os policiais ambientais, foram observadas diversas pegadas de cães e rastros de calçados que adentravam no interior da mata ciliar do Córrego da Lontra e, após buscas, por volta das 14h45 lograram êxito em abordar dois indivíduos que deixavam o interior da mata com quatro cães da raça “americano”, duas fisgas, duas facas com bainhas de couro e duas chaíras. No interior do veículo não havia nada de ilícito. A equipe informou que os dois indivíduos informaram que estavam caçando Javali, porém, não possuem Cadastro Técnico Federal e nem autorização no SIMAF para realizar o manejo e controle de fauna invasora.

A Polícia Ambiental destaca que, devido ao empenho da equipe, não houve tempo hábil para que os indivíduos capturarem e abatessem qualquer animal e que se configura o ato de caçar o simples fato de o infrator estar portando armas, petrechos, objetos ou instrumentos em local típico para prática de caça. Diante dos fatos foram lavrados em desfavor dos envolvidos, dois autos de infração ambiental por caçar espécimes da fauna silvestre nativa no valor de R$ 1.000,00 cada um, “valor da autuação majorado ao dobro devido a constatação de agravante previsto no Inc. II do Artigo 7º da Resolução SIMA 05/21 (cometimento da infração em dia de domingo).

Ressalta a Polícia Ambiental que o fato configura em tese, “crime contra o Meio Ambiente, capitulado no disposto do art. 29, caput, da lei federal 9605/98, por caçar espécime da fauna silvestre nativa, necessitando ser oficiada a Delegacia de Polícia respectiva da área da ocorrência, com encaminhamento dos materiais apreendidos”. "É a Polícia Militar Ambiental na vanguarda do combate ao aquecimento global, por meio da conservação da biodiversidade alinhada ao desenvolvimento econômico sustentável".