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Esportes

Só resta o Brasileirão: veja o que a eliminação na Copa do Brasil pode mudar nos planos do Santos

07 de Junho de 2019

15h34

Fonte: globoesporte.globo.com (clique aqui e leia a matéria no GloboEsporte)

A eliminação do Santos na Copa do Brasil após perder de virada para o Atlético-MG, no Pacaembu, na última quinta-feira, pode mudar alguns planos do clube para a sequência da temporada.

Temporada esta que se iniciou repleta de incertezas, após perdas de jogadores importantes e pelo elenco ainda mais enfraquecido em relação ao ano passado, mas depois se encheu de confiança, com o bom início de trabalho do técnico Jorge Sampaoli, além da contratação de reforços de peso.

O desempenho em campo, na avaliação da diretoria, está longe de ser ruim, mas os resultados, obviamente, não foram os esperados: são três eliminações em 2019 – Copa Sul-Americana, na primeira fase; Campeonato Paulista, na semifinal; e Copa do Brasil, nas oitavas de final. Daqui em diante, só resta o Campeonato Brasileiro para o Santos em mais seis meses deste ano.

O presidente José Carlos Peres reconheceu a dificuldade vivida pelo Santos nos primeiros cinco meses da "era Sampaoli" e prefere pensar a longo prazo, ao menos neste momento.

– Temos um time forte. Esse primeiro ano sabia que teríamos dificuldade. É uma adaptação, é um esquema de jogo diferente. E nós estamos aí segurando para que nós tenhamos um time ofensivo – afirmou Peres, antes de desabafar e detonar a CBF na saída do Pacaembu após a queda do Santos na Copa do Brasil.

Só nesta temporada, o Santos gastou quase R$ 80 milhões em 10 reforços para o elenco de Sampaoli. Mesmo reconhecendo que o Peixe precisa de um lateral-direito para ser "sombra" de Victor Ferraz e um ponta, a eliminação precoce pode fazer o clube "sossegar" um pouco no mercado.

Depois da queda na primeira fase da Sul-Americana, a Copa do Brasil era o torneio que o Santos focava suas principais atenções – até mesmo pela elevada premiação. Na última semana, inclusive, os atacantes Uribe e Marinho chegaram para fortalecer o grupo visando a competição, já que o Peixe se antecipou no mercado e contratou atletas que poderiam jogar o torneio.

Ou seja, ainda que atento às oportunidades de mercado, o Santos não precisará priorizar atletas que não tenham disputado a Copa do Brasil.

A diretoria do Santos evita estipular metas exclusivas para este ano no Brasileirão, a única competição restante para o Peixe, mas alguns membros veem a classificação direta para a Libertadores de 2020 como "obrigação" diante dos recentes tropeços, até para justificar o investimento feito.

Sampaoli nunca escondeu que busca colocar o Santos no mais alto patamar do futebol brasileiro e quer brigar de igual para igual com times de maiores investimentos, como Flamengo e Palmeiras. Foi com esse objetivo que o argentino aceitou o projeto apresentado pelo clube. Até o momento, os tropeços frustram o treinador, que segue entusiasmado em continuar à frente do Peixe e torná-lo um time cada vez mais competitivo.

Agora, o Santos terá apenas 31 jogos a disputar até o fim desta temporada – em média, cinco partidas por mês, considerando que dezembro é um mês de férias para os jogadores.

– Precisamos virar a chave, ver o que erramos hoje [ontem] e corrigir. Temos de ir firme no Brasileirão – resumiu Marinho ainda no Pacaembu.

Em questão de calendário, os jogadores não terão longas maratonas de jogos e podem se preparar com menos cansaço para os compromissos do Brasileirão. Além disso, os atletas terão uma intertemporada na parada para a Copa América.

Antes da pausa para o torneio de seleções, o Santos tem mais dois jogos: novamente contra o Atlético-MG, neste domingo, e contra o Corinthians, na quarta-feira, ambos na Vila Belmiro.