14h13
Fonte: TV TEM, Vinicius Pacheco, Ana Cláudia Palacio, g1 Presidente Prudente e Região
A estrada vicinal Vasco Pigossi, uma das principais vias de acesso a Osvaldo Cruz (SP), apresentava sinais de instabilidade havia cerca de 40 dias antes do deslizamento de terra que abriu uma cratera de aproximadamente 20 metros de profundidade, após as fortes chuvas registradas na última sexta-feira (2).
Segundo a Defesa Civil, o trecho havia sido parcialmente interditado de forma preventiva após o surgimento de uma rachadura na pista. A medida evitou acidentes graves quando a encosta cedeu com a intensificação das chuvas, que acumularam cerca de 60,7 milímetros em poucas horas.
Com o agravamento da situação, a via foi totalmente interditada. O trecho afetado fica entre o Posto Cico e a cooperativa Casul, e liga a área urbana do município ao acesso à Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).
O tráfego passou a ser desviado pela Alameda Pedro Siciliati, via paralela localizada do outro lado do canteiro central.

Obra de grande porte
Em entrevista à TV TEM, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Osvaldo Cruz, Renê Gomes, explicou que a recuperação do local exigirá uma obra complexa, com alto investimento e execução técnica especializada.
"Nós já fizemos nosso projeto e já apresentamos ao governador. Tivemos uma sinalização positiva. É uma obra muito técnica também, então nós vamos encontrar uma empresa especializada para poder fazer essa obra", explicou o secretário.
O secretário ainda disse que o trecho afetado envolve área privada, o que demandou um processo de desapropriação, cuja documentação deve ser finalizada nos próximos dias.
Um decreto de situação de emergência também foi publicado, o que deve facilitar a liberação de recursos.
"A gente sabe que uma obra dessa será demorada, devido à complexidade do local. Nós não temos como prever uma data exata para iniciar [as obras], mas a gente acredita que em 30 a 60 dias, estaremos iniciando essa obra", esclareceu.
Alerta permanece
Enquanto isso, a Defesa Civil reforça o alerta para que a população não se aproxime do local, inclusive pedestres e ciclistas, já que o trecho é frequentemente utilizado para caminhadas. Segundo o órgão, novas chuvas podem ampliar a cratera e aumentar os riscos.
Equipes técnicas do município realizam vistorias diárias na área afetada e no desvio, monitorando a evolução do desmoronamento e as condições de segurança.