14h45
Redação Bastos Já
Um indivíduo foi condenado pela Justiça a 22 anos de prisão por estupro de vulnerável em Bastos (SP) na manhã desta segunda-feira, dia 30, em uma cidade do interior de Minas Gerais, no Vale do Jequitinhonha. A prisão foi realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher de Bastos em trabalho conjunto com a Polícia Civil de Araçuaí (MG). O homem foi encaminhado ao sistema prisional mineiro, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A delegada de Bastos, Gabriela Brichi, informou que: "Após meses de investigações que perduraram por aproximadamente nove meses, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bastos, com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), especialmente da Delegacia de Polícia do município de Araçuaí (MG), realizou, na manhã desta data, a prisão do homem condenado a 22 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável".
Gabriela Brichi explica ainda: "O crime foi praticado na cidade de Bastos e o condenado encontrava-se foragido da Justiça. O empenho dos policiais civis Felipe, Giovana, Matheus e Camila, responsáveis pelo início das diligências investigativas possibilitaram a localização do condenado por crime hediondo, que estava escondido na cidade de Araçuaí, em Minas Gerais. Foi realizada ação conjunta com a Polícia Civil mineira, equipe comandada pelo delegado titular Paulo Sobrinho, que culminou no cumprimento do mandado de prisão na manhã de hoje, ocasião em que o indivíduo foi localizado e capturado".
A delegada revela: "Conforme apurado nos autos do processo criminal, o condenado foi responsabilizado pela prática do crime previsto no artigo 217-A, caput, por quatro vezes, c.c. artigo 226, inciso II, na forma do artigo 71, caput, todos do Código Penal. As investigações demonstraram que, em período compreendido entre julho de 2018 e julho de 2019, na cidade e comarca de Bastos, o acusado praticou reiterados atos libidinosos diversos da conjunção carnal contra suas enteadas, ambas adolescentes na época dos fatos. Apurou-se que o condenado convivia em união estável com a genitora das vítimas, exercendo a condição de padrasto das menores, sendo que todos residiam na mesma residência. Valendo-se da relação de confiança e da convivência familiar, o réu aproveitava-se de momentos em que a mãe das vítimas não se encontrava no mesmo ambiente para praticar os atos criminosos".
Gabriela Brichi acrescenta: "A sentença condenatória de primeiro grau reconheceu a prática reiterada dos crimes, fixando a pena em 22 anos de reclusão, em regime inicial fechado. O resultado alcançado representa o cumprimento de um compromisso assumido com a sociedade e com as vítimas de crimes graves da cidade de Bastos, e, de fato, hoje, a lista foi zerada. Nenhum mandado relacionado a crimes graves e hediondos relacionados a crimes de atribuição da DDM permaneceu pendente. Esse resultado demonstra que o trabalho policial é permanente e não se encerra até que a Justiça seja efetivamente cumprida”, afirmou.
A delegada enfatiza: "Crimes dessa natureza não serão tolerados e a atuação da Polícia Civil tem como objetivo garantir a responsabilização de todos aqueles que atentam contra a dignidade sexual das vítimas. Quem pratica crimes dessa gravidade deve ser preso e cumprir integralmente a pena imposta pela Justiça. Não há espaço para impunidade. A Polícia Civil atua com firmeza para localizar e capturar condenados que tentam se furtar da lei, porque a sociedade precisa ter a certeza de que crimes graves e hediondos terão resposta concreta do Estado. A atuação da polícia judiciária vai além da investigação. Nosso compromisso é claro: identificar, investigar, localizar e prender. Quem comete crimes dessa natureza não ficará em liberdade enquanto houver trabalho policial a ser realizado”.
Gabriela Brichi ressalta: “Tenho pouco tempo à frente da Delegacia de Defesa da Mulher de Bastos e também como delegada de polícia, mas sempre acreditei que o verdadeiro sentido do nosso trabalho está em dar respostas concretas à sociedade e às vítimas. Cada mandado cumprido representa a reafirmação de que a Justiça não falha quando há dedicação, compromisso e perseverança. Seguiremos trabalhando com firmeza para que autores de crimes graves sejam responsabilizados e para que nenhuma vítima fique sem a devida resposta do Estado. Em Bastos, por sorte, encontrei uma equipe de policiais que está comprometida a isso”.