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Região

Homem suspeito de matar e enterrar companheira no quintal em Guaiçara é preso em MS

12 de Abril de 2026

08h25

Por g1 Bauru e Marília

O homem suspeito de matar e enterrar a companheira no quintal de casa, em Guaiçara (SP), foi preso na noite de sexta-feira (10), no distrito de Arapuá, em Três Lagoas (MS).

O indivíduo de 61 anos era considerado foragido desde a quinta-feira (9), quando a Polícia Civil localizou o corpo de Patrícia Maria Rodrigues, de 45 anos, enterrado nos fundos da residência onde o casal morava.

A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil de Guaiçara, com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O suspeito foi localizado na casa do filho, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. Ele deve responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

O crime

Segundo o delegado Flávio Nunes Coelho Ribeiro, responsável pelas investigações, a polícia chegou ao corpo após receber uma denúncia de que uma mulher havia sido assassinada pelo companheiro e enterrada no quintal da casa.

Os policiais foram até o endereço indicado, mas ninguém atendeu. De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe entrou no imóvel após pular o muro.

No quintal, os agentes perceberam que uma área da terra estava remexida. Ao cavarem o local, encontraram o corpo de Patrícia. No terreno, também foram localizados instrumentos como pá e enxada.

O corpo apresentava uma perfuração no pescoço, semelhante a uma facada, e, segundo a polícia, teria sido enterrado entre 24 e 48 horas antes de ser localizado.

De acordo com a investigação, o casal teria reatado o relacionamento recentemente e voltado a morar junto. Roupas do suspeito foram encontradas na casa, o que reforça essa hipótese. Vizinhos relataram que as brigas eram frequentes.

Ainda segundo a Polícia Civil, o indivíduo já havia sido preso por violência doméstica contra a vítima no ano passado. O período em que ele ficou detido e a data da ocorrência não foram divulgados.

A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins (SP) como feminicídio e ocultação de cadáver.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico, que deve indicar a causa da morte.